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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Novidades

Olá pessoal!
Eu sei o blog tem andando um bocadinho esquecido, mas agora comunico que a minha viagem aqui na Polónia está a correr muito bem!
As pessoas são muito fixes e os mentores são super prestáveis!

Já ocorrer várias peripécias engraçadas :P
Das várias que ocorreram saliento:
1ª Aviagem num comboio (espécie Harry Potter para quem já viu) velho, sem espaço algum, em que as pessoas viagem nas cabines... pois, digamos que a cabine onde conseguimos entrar passado um longo período em pé com as malas era minúscula e com a quantidade de  malas com que viajámos não cabiamos lá dentro! Para além disso, algumas de nós apanharam multa x) o pica era polaco e não falava mais nada que polaco, portanto imaginem comofoi a nossa conversa!

 Numa pizzaria ao pé da nossa casa também ocorreu uma conversa bastante engraçada! Pois bem: eu falava com a joana e disse.lhe:
>(H): Aquele carro é bué giro!
>(J): O meu amigo tem um...
>(H): A tua família é bué rica!
>(Mi): O quê? Dói-te a barriga?
> passados alguns segundos de ficarmos a olhar parvas umas para as outras...
>(I): AHAHAHA!

3ª Ontem à noite tive a minha 1ª batalha na neve a sério com o Javier que é um espanhol, quando lhe disse que já tinha ido a sevilha, barcelona, madrid, lloret e badajoz, ao que ele me pergunta:
>(J): O que é que gostaste mais?
>(H): Não gostei de muita coisa... Mas sei que a comida e a água de lá sabem a m****!
O Javier pára no meio da rua, sobre um nevão às 4horas da manhã com um ar de furioso começa a dirigir-se a mim a correr pega-me ao colo e atira-me de cara na neve...:S Posso dizer que foi um mergulho e pêras!
Se não fosse estar perto da residência (na qual entrei e tomei logo um duche) acho que morria congelada, literalmente!

4ª Também ontem à noite enquanto estava no Archivum uma rapariga começou a empurrar-me com as costas ao mesmo tempo que ia dançando, para obter mais espaço uma vez que a disco estava atolada de gente! Afastei-me e dei a volta para o outro lado da roda de onde ela estava para não arranjar problemas... No exacto momento em que cheguei ao ponto que queria e me virei para dançar, vi a rapariga que me empurrava a lutar com outra de uma maneira tão agressiva que lhe arrancou o brinco!
Também nesta noite vi um rapaz (gigante) a passar ao meu lado com a cabeça partida a jurrar sangue pela cara abaixo.
E ainda vi uma cena de pancada no outra ponta do bar entre dois gajos em que utilizavam garrafas :Z
Sabem o que apreendi? Nunca me vou por com polacos !XD eles são agressivos !

Bom de momento não me lembro de mais coisas assim engraçadas para contar, mas já passámos por muitas :D

Ah tenho só mais uma novidade: as minhas aulas só começam de segunda a ito, pk uma professora esta quase a ter o bebé ! :P não é bom ?

Beijinhos a todos os que lêm e têm paciencia para mim, vou tentar actualizar mais vezes o blogue!

Ah se por acaso quiserem ver fotos sobre a minha viagem passem pelo meu facebook (Helga Machado), que tenho lá imensas :P

Fiquem bem e tenham saudades minhas *****

Anedota xD

A professora estava com dificuldades com um dos alunos.
- Lucas, qual é o problema?
- Sou demasiado inteligente para estar no 1º ano. A minha irmã está noterceiro ano e eu sou muito mais inteligente do que ela, quero ir parao 3º ano também!
A professora vê que não vai conseguir resolver o problema e manda-opara o Conselho Executivo/Director. Enquanto Lucas está na sala de espera, a professora explica a situaçãoao director e este decide fazer um teste ao miúdo.
A professora então chama o Lucas e explica-lhe que lhe vão fazer umteste e caso ele responda correctamente a todas as perguntas passaráautomaticamente para o 3º ano.
O Director começa:
- Lucas, quantos são 3 vezes 3?
- 9.
- E quantos são 6 vezes 6?
- 36..
O director continua com as perguntas que um aluno do 3º ano deve saberresponder e o Lucas não erra nada! O director diz para a professora:
- Acho que vamos mesmo ter que passar o Lucas para o terceiro ano.
- Posso fazer algumas perguntas também, Sr. Director?
Pergunta a professora.
O director concorda e a professora começa:
- A vaca tem quatro e eu só tenho duas. O que é?
Lucas pensa um instante e responde:
- Pernas.
Ela faz-lhe outra pergunta:
- O que é que tu tens nas tuas calças que eu não tenho nas minhas?
O director arregala os olhos, mas não tem tempo de interromper...
- Bolsos. Responde o Lucas.
- O que é que entra na frente da mulher e que só pode entrar atrás no homem?
Estupefacto com as questões, o Director prende a respiração...
- A letra 'M'. Responde o miúdo.
A professora continua o questionário:
- Onde é que a mulher tem o cabelo mais encaracolado?
- Em África.
- O que é que é mole, mas na mão das mulheres fica duro?
- O Verniz.
- O que é que as mulheres têm no meio das pernas?
- Os joelhos.
- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira?
- A cama.
- Qual o monossílabo técnico que começa com a letra C e termina com aletra U e ora está sujo ora está limpo?
- O céu.
- O que é que começa com C tem duas letras, um buraco no meio e eu jádei a várias pessoas?
- CD.
Não se contendo mais, o Director interrompe, respira aliviado e diz àprofessora:
- Ponha o Lucas no 4º ano. Até agora EU errei todas!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Obrigada!





Quero agradecer aos meus amigos todos que estiveram presentes nos jantares, passeios e idas ao café nestes últimos dias para se despedirem de mim : D  vou sentir muitasssss saudades vossas!!! Vou sentir tantas saudades que até já tenho algumas : (

Hoje tenho a família quase toda reunida para se despedirem de mim!

2 dias para ir embora....


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Amor ou Abuso?

"Onde acaba a protecção e começa o desrespeito?" in Crónica Feminina de Inês Pedrosa





Li um artigo onde a autora comenta uma peça de teatro que viu "Blackbird" de David Harrower e tratava-se de um encontro entre um homem de 55 anos e uma mulher de 27 que tinham vivido uma "relação apaixonada 15 anos antes". Fazendo as contas, a mulher adulta em questão, 15 anos antes, tinha apenas 12 anos, ou seja, era menor quando iniciou a relação com um homem muito mais velho. A paixão era assumida por ambos os sujeitos e também consentido tendo em conta que ambos eram sãos mentalmente, penso eu. O Homem refere na peça que foi a única vez que fizera sexo com uma menor e numa discussão acesa ambos atiram um para outro razões daquela paixão e momentos de acusações, amargura e mágoas no desenlace da história.

Penso que o ponto fulcral do texto centra-se na maneira como foi resolvida a questão… Os pais da criança, fizeram queixa do abusador, este foi preso e obrigado a mudar de cidade, vida e identidade. Porém, a Una (mulher desta relação) diz que por causa dele foi “transformada num fantasma (as pessoas falavam de mim como se eu não estivesse presente. Não me deixavam falar”)… E o Ray (o Homem em causa) diz que ela o tinha “seduzido, e até ser mais forte do que ele”.

Eu pergunto-me a mim e a vocês: O que pensam sobre isto??

Eu compreendo perfeitamente a reacção dos pais e numa circunstância semelhante reagiria de modo parecido…mas até que ponto deve ser ouvida a opinião da criança? Neste caso, creio que a verdade que pudesse sair da boca daquela rapariga não fosse boa de se ouvir, principalmente de os pais ouvirem, mas desconfio que houve negligência por parte dos pais e se calhar até um certo tipo de abandono de guarda que levasse a criança a sentir-se carenciada afectivamente e um afecto de um estranho ser bem acolhido por esta. Óbvio que este tem culpa no cartório e o que fez não foi correcto, mas não é culpado por tudo. Não foi uma pura violação.

Para mim a criança deve ser ouvida em qualquer circunstância, pois é um ser humano e um cidadão e não um objecto ou propriedade dos pais. Por mais cuidados e providências que estes forneçam, o Amor, assim como a Protecção, também é preciso de dar a uma criança…Para além disso, com 12 anos uma pessoa já tem consciência da realidade, ou pelo menos alguma, tem sentimentos, personalidade própria e tem noção das acções que realiza, assim como das consequências desse acto. Até porque nenhum ser humano é igual a outro, independente da idade e/ou do género ser o mesmo. Será que os adultos podem abusar do poder de serem pais e desrespeitar e rejeitar a opinião dos filhos? A partir de que idade ou ocorrência é que podem dar palpites sobre a sua própria vida?

Não quero dizer com este comentário que os pais não tenham direitos sobre os seus filhos, quero dizer que para além deles as crianças também o têm.

A adolescência é um período critico, revoltante com a procura infinita de ganhar autonomia e independência de qualquer maneira, mesmo afastando ou renegando aqueles que nos amam e que também amamos e nos querem proteger… mas o erro, para mim, é uma das melhores formas de aprender. Eu sei, à erros e Erros.

Pois bem, a verdade é que “Quinze anos mais tarde, ela pega no carro e vai à procura dele. São agora, para todos os efeitos, um homem e uma mulher. Pela primeira vez livres do poder dos outros. Mas não livres do que esse poder fez deles”.

Valeu a pena não ter dado ouvidos à criança na altura devida? E a relação com os pais como ficou? Não sei… mas é um caso a pensar… Como reagirias se fosses a criança? Ou os pais?